14 setembro 2011

Sorry vovó!


Como vocês sabem, a minha trupe é formada por mim, três filhos, uma mamãe e uma cadelinha. Além da população flutuante composta por um namorado, que por sua vez tem três filhinhas, a família de Palmdale que sempre está por aqui e os queridos hóspedes que vêm do Brasil.

Imagine o tamanho ideal de uma casa para essa galera. Agora a diminua no seu pensamento... Vá diminuindo... Menor... Menos um pouco... AÍ!! Esse é o tamanho da minha charmosa casa em MB.

Aliás, ela nem é tão pequena e sim muito mal dividida. Tem um quarto bom que é o meu e dois bem pequenos, um para as filhas e um para o filho, que como todo adolescente que se preze, não quer dividí-lo com ninguém. O Au dorme comigo e vocês devem estar se perguntando:  E a mãe?

Na enorme, linda e totalmente dispensável sala de cima. Ela estava dormindo em um sofá comum, o que não é certo. Daí ela me pediu pra vermos uns sofás-cama, só que achei todos muito desconfortáveis, o que continuaria errado.

Resultado: Me lembrei de uma cama que tinha deixado no depósito para vender por ser grande demais. Isso! Que venha a a king cama, nesse caso uma cama digna de rainha. E assim lá está ela, triunfante, a poucos passos da cozinha, entre a sala de jantar e a varanda, de frente para o mar, formando um improvisadíssimo loft, rs.

Este episódio me puxou uma interessante série de pensamentos. Primeiro, a idéia da minha mãe querer dormir em um sofá ao invés da cama para manter a casa bonita e arrumada.

Depois, isso me fez lembrar de um comentário de uma prima A que dizia que sua irmã (prima B) só comia se tivesse no mínimo um jogo americano embaixo do prato.

O que, por sua vez, puxou o meu pensamento para o comentário de outra prima (C) sobre  a fotografia um almoço de domingo aqui em casa, onde na deliciosa loucura de alimentar seis crianças coloquei as panelas na mesa que diga-se de passagem, estava coberta por uma toalha de plástico.

É importante observar que minha mãe, eu e as três primas são da mesma família, farinha do mesmíssimo saco. É bom saber também que até o comentário da prima A eu também não comia sem ter um paninho embaixo do prato, sem me dar conta porquê.

Até que me atinei que isso tudo veio da educação de minha avó, que era uma mulher muito fina e elegante, principalmente com os modos e com a casa.

Acho isso tudo muito bom e bacana se não nos escravizarmos. Acabo de chegar a conclusão que aprender as regras de etiqueta tem exatamente o mesmo valor de saber ignorá-las.

Lá vem a IF com o "Tô nem aí" e o botão do "Dane-se" totalmente ativado, tresloucando de vez!
É queridinhos, foi preciso que eu aprendesse a combinar o tecido da toalha da mesa com o do avental da copeira, como bem me lembrou a prima C, para que eu valorizasse no volume máximo o almoço de hamburguers na toalha de plástico.

Deu pra entender? Só queria dividir aqui uma sensação deliciosa de liberdade, de absolvição dos padrões! De pensar que só quando sabemos que podemos conquistá-los que estamos prontos para dispensá-los! Que Incrível  é poder colocar uma cama king size na sala para sua mãe ou seus hóspedes dormirem de forma confortável ou comer com o prato na mão quando se tem vontade!!!

Isso me deu até a idéia da foto do post. Viva os EUA e o que ele está causando em mim. Viva a praticidade! Alguém pode até pensar que estou menos chic. De fato, nunca mais serei a mesma, estou aprendendo a me deseducar para as convenções e a ser mais elegante comigo. Uma viagem sem volta de quem está seguindo o coração.
Só assim se vai longe!



4 comentários:

  1. Estou adorando o meu LOFT...

    Mamae

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  2. Parabéns vc esta mais que certa é assim mesmo o que importa é viver e viver bem e tudo que é diferente vale a pena tentar.

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  3. É isso aí, tem coisas + importantes para nos preocuparmos! Viva a liberdade, o conforto, a praticidade, a simplicidade e a vida sem culpas!

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  4. Eh isso ai, Val! Concordo plenamente! A vida eh muito curta para ficarmos prezos a tantas frescuras! E foi aqui neste pais que aprendi isso. A sensacao de liberdade eh incrivel, quando nao nos deixamos escravizar pelas aparencias! A foto diz tudo: Liberdade!!! Amei!!!

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