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27 abril 2014

A grande escalada


Baseada em pouca teoria e em muita prática, nas minhas experiências e nas das minhas amigas, acredito que o fracasso nos relacionamentos, seja de quem tem está casado (a) e infeliz ou solteiro (a) idem, deve-se basicamente a três aspectos: Primeiro, à falta de afinidades. Isso eu também ouvi de um coach, o Eduardo Nunes, outro dia, na Marília Gabriela. Segundo ele, as mulheres são irracionais nas suas escolhas, enquanto os homens, que estão numa posição privilegiadíssima devido a estúpida oferta no mercado, avalia bastante a mulher ANTES de se apaixonar. O cara é machista pra caramba e beira o insuportável, mas quando ele falou isso, me pegou. Eu me apaixono primeiro e penso depois, mesmo sendo uma sobrevivente à quedas de picos do top do Everest, rolada com as pedras gelo abaixo. Segundo o Eduardo, o que mantém o relacionamento, quer dizer, o que alimenta o amor que sustenta a relação quando a paixão acaba, são os valores, os programas e os planos em comum. Que é muito difícil continuar a comer pirão no mesmo prato todo dia com alguém que pensa e age muito diferente de você.

A segunda que eu pensei a partir dessa, é a estúpida mania que temos de querer que o outro mude pra se adequar a nós. Você se apaixona por um cretino, um inconsequente ou um mané, mas tem certeza que vai colocar ele no jeito com muuuuuito amor. Dá pra ver porque a queda vem de lá do Everest?

E a terceira é querer, com a presença do outro, preencher o que nos faz falta. Querer que alguém nos sustente ou nos dê equilíbrio, ou que nos traga paz, ou que nos traga aquelas emoções e aventuras que nunca vivemos. Enquanto ainda se está junto é uma maravilha, parece que tudo se completou, são corações saindo pela janela do quarto sem parar. Depois vem a conta, quando tudo termina com o fim da paixão, fica aquele buraco imenso. Muito maior do que existia antes de começar, porque aquela pessoa te deu uma prova de tudo o que você não é, não desenvolveu ou não construiu. Tem um clichê por aí que diz que precisamos estar inteiras primeiro pra nos relacionar depois e é a verdade. Precisamos SER o que queremos do outro.

Exemplo bonitinho que eu tenho pra dar é o de um término com uma pessoa que trouxe arte e música pra minha vida. A arte que eu não pude ter porque escolhi parir, casar e parir, e parir de novo, enfim. Ele tocava muito bem e eu realmente gostava daquilo. Quando não deu certo e ele partiu, eu não aguentava olhar pro violão do meu filho. Eu tentei escondê-lo, mas um violão não é lá uma coisa muito fácil de esconder. O rapazinho o achava e queria treinar todo dia. Tentei convencê-lo que tocar guitarra é muito mais cool, que piano é ainda melhor pra conquistar as garotas, que poderíamos leiloar o violão no próximo bazar beneficente. Imagine, ele não me dava nem uma palavra, só me olhava com aquela cara de "a minha mãe é mesmo maluca". Depois de muito penar, um dia eu o encarei; o violão. Ele me chamou, eu o peguei, o coloquei no colo, o envolvi nos braços, mas não sabia aonde colocar as mãos. Liguei pro professor do meu filho e pedi pra ele vir. Ele veio no dia seguinte,  na outra semana também, e na outra. Eu já aprendi a tocar as notas e o "Parabéns pra você". Quando o meu filho se mudou, levou o violão dele e eu comprei outro pra mim. Esse mora no meu quarto, do meu lado, ninguém mais me tira. Foi assim fiz as pazes com todos os violões do mundo e com as minhas mágoas, parabéns pra mim.

Rai, ai. Vivendo e crescendo. É óbvio que todas as regras acima tem exceções, afinal trata-se de uma teoria incrivelmente falível. Já vi mulheres calculistas profissionais na hora de escolher um homem, homens se apaixonarem à primeira vista e gente que já se transformou realmente com o amor. Conheço casais que sim se completam e que me provam ainda ter paixão, mesmo depois de anos e filhos e de pirão no mesmo prato, ao olharem com ternura, interesse e admiração um pro outro. São poucos esses que chegam ao topo, os campeões. Mas eles existem, e estão aí pra nos inspirar.

Feliz de quem aprende a ser inteiro (a) e a buscar realizar os próprios sonhos pra poder amar e conviver e de quem aprende a mesma coisa pra ser só e assim também estar bem. Acredito que esse é um dos principais desafios da jornada do viver. Arriscar-se a subir em picos escorregadios é até possível, mas só com uma boa rede de proteção embaixo, sustentada com firmeza pelo amor próprio, pra poder confiar no retorno ao chão, e ter chance de achar até graça da experiência. Melhor ainda se essa cena, ao invés de ter uma trilha romântica de filme água com açúcar, tiver um fundo musical dissonante e desafinado, mas que seja o seu, com a música que você aprendeu a tocar até agora.





03 fevereiro 2014

Todos Incríveis e falíveis, melhor assim


Foi Sigmund Freud quem, quase um século atrás, nos disse pela primeira vez que a normalidade não existe. "Toda pessoa só é normal na média. Seu ego aproxima-se do psicótico em uma ou outra parte, em maior ou menor extensão." Encontrei isso no início do livro Síndromes Silenciosas, de John Ratey e Catherine Johnson, que mostra como reconhecer as disfunções psicológicas ocultas que existem em nós. Uau! São mais de 410 variações de diagnósticos de síndromes psiquiátricas e sim, você aí também possui traços de algumas delas.

Adorei saber um pouco do fundamento científico do que bem disse o Caetano, “de perto ninguém é normal”. Constatar, que não é possível para o nosso cérebro funcionar bem em todas as suas partes. Para que um talento num campo se desenvolva, o resultado é que irão haver déficits outro. Nós pagamos então pelo nosso talento com perdas relativas em outra parte.

Isso quer dizer que para eu ter me desenvolvido um pouco melhor na área de linguagem eu não poderia mesmo aprender muito matemática, física, ou química? Ei, alguém aí poderia ter me dito isso antes? Passei a vida procurando estratégias para lidar com o meu déficit de atenção e sem entender porque eu tinha tanta dificuldade nestas matérias. Me comparava com pessoas que têm capacidades e disfunções cerebrais diferentes!

É necessário reconhecer as diferenças e entender como elas podem ser produtivas. Um trabalho quando é feito em uma equipe diversa e interdisciplinar é muito mais rico, vamos tirar proveito disso! Precisamos parar de sofrer com a discordância das pessoas e acreditar no nosso talento, no nosso diferencial. Na maioria das vezes não nos revelamos com medo de que não sejamos aceitos e não realizamos com medo de errar. É necessário vencer estes adversários dentro de nós.

Entender as limitações humanas nos possibilita desprender das cobranças por uma perfeição que não existe. É uma libertação quando compreendemos que todos temos dificuldades, lidamos com elas, as desenvolvemos na medida do possível e potencializamos os nossos dons. Só quando me assumi falível na tarefa de escrever pude mostrar para as pessoas, me exercitar e aprender a cada dia. Vi que os textos mais criativos são imperfeitos. Esse aqui mesmo, está certinho demais. Não é a toa que ele não entrou no livro, ficou chato, o bichinho. A perfeição é tediosa! As imperfeições são reflexo da nossa condição humana, elas comovem, atraem e criam identificação. "É com a nossa imperfeição que vivemos os os melhores momentos da nossa vida. É com ela que aprendemos coisas incríveis, conhecemos pessoas que se tornam essenciais, que evoluímos, crescemos e nos tornamos seres cada vez mais únicos! A imperfeição é a nossa melhor perfeição", muito bem completou a minha amiga e leitora Incrível, Carol Levy.

Por isso eu escrevo assim mesmo, falível pra caramba. Isso é o que eu posso entregar agora. E você? O que tem para entregar, assim, como você é? Pois o entregue. Releve a sua porção falível e invista no que você tem de Incrível. Você vai se surpreender com o que a sua imperfeição é capaz.

12 setembro 2013

Boazinha uma p...!


 "- Ela é mansa, passa uma paz né?" ou "Você é sempre calma assim?" Outro dia ouvi de um: "- Eu não consigo falar palavrão perto desta mulher, ela me deixa sem graça!"

Ô coisa irritante! Os rótulos! Boazinha, educada, caridosa, atlética e bonita. Atenção, PERIGO! Ai de quem tentar fazer por merecer isso tudo, vira escravo. É como correr uma maratona iron man sem linha de chegada. Não vale a pena, há não ser que você tenha alguma pretensão política ou comercial com a sua imagem ou haja um sério interesse em comprar um apartamento de cobertura com vista pro mar no céu.
Isso porque estamos falando dos rótulos "bons", merecedores de muitas aspas. Imagine os rótulos negativos, esta redundância sem tamanho, tentar se libertar de um estigma, apagar um código de barras que tatuaram em você.
Ter um nível básico de ética é suficiente ser catalogada quase como um santo? Qual é o parâmetro? Desde quando honestidade e caráter são considerados elogios? É muito fácil ser fazer um trabalho social e malhar todos os dias quando não se precisa trabalhar. Eu sou forte como um touro, eu medito para controlar uma ansiedade imensa e só eu sei como gosto dos prazeres mundanos, eu adoro a vida! Esta sou eu, nós somos incrivelmente falíveis e é importante não nos enganarmos para não enganar ninguém.
Tudo bem, eu não carrego um grande repertório do baixo escalão das palavras, mas quem é íntimo já me viu esbravejar e falar o que for preciso pra desabafar. E tenho amigos que falam palavrões naturalmente, são divertidíssimos, e o mais importante, são autênticos! Além do que falar palavrão é uma arte, não é pra qualquer um.
Eu gostaria de ser mais espontânea e há quem diga que gostaria de ser "phyna” como eu (o termo assim, com o deboche que lhe é de direito). Como se o fato de ser tímida ou de falar palavrões agregasse alguma coisa.
O que não quer dizer que eu não possamos mudar se quisermos. Somos humanos e o mais fantástico dessa condição é justamente a sua complexidade. Nós não somos, nós estamos em contínuo processo de desequilíbrio e transformação, sob o aspecto físico, mental, emocional e espiritual, influenciados por inúmeros fatores genéticos, sociais e naturais.
Nós nos reinventamos o tempo todo! E usar a opinião dos outros para isso é opcional. É maravilhoso buscar por novas versões e para isso nada melhor do que o nosso próprio desconfiômetro! De vez em quando é válido nos desconstruirmos para ver se conseguimos montar algo mais legal.
Então como rotular? Como alguém pode saber quem somos agora, neste exato momento? Nem nós nos conhecemos direito, o que dizer dos outros!
E cuidado com as aparências. Elas são as cores e os formatos dos rótulos, não dizem nada sobre os produtos. Estes podem te decepcionar ou surpreender. Eu por exemplo, na próxima vez que ouvir que eu sou boazinha e mansinha e fofinha eu vou falar grosso e garanto, não não vai ser só:
- Boazinha uma p..., uma pinóia!



17 fevereiro 2013

Prestígio, poder e dinheiro



Chique para mim é ter assunto. E assunto é o que não falta com a minha amiga Help. E nesses dias, conversa vai, conversa vem, ou que subiu e que desceu, como ela diz, falávamos sobre a diferença entre ter prestígio, ter poder e ter dinheiro.
Sobre o dinheiro não precisa-se falar muito. Uns tem mais, outros menos. Dinheiro compra muitas coisas, manda buscar outras mas não faz pessoas felizes. Dinheiro dá poder, mas não dá prestígio.
Poder uma pessoa pode ter com sorte, com certa perseverança e com algumas habilidades. Um cargo pode dar poder, um status, um casamento. Uma carinha e um corpo bonito também. Uma oportunidade em um grande meio de comunicação, o que dizer do Big brother que há anos insiste em nos empurrar goela a baixo aquele show oco de fabricação de celebridades? A celebridade nada mais é do que alguém com certo poder por um motivo qualquer por um curto período.
Sim, o poder é passageiro. É diferente do prestígio. O prestígio vem nos nossos genes e é desenvolvido por anos, décadas. Ele é fundamentado nos valores e lapidado pela educação e exemplo dos nossos pais. Ele é aperfeiçoado com a leitura, com as escolas e com a convivência com pessoas sensatas. É a colheita de quem planta e rega por muito tempo as amizades sinceras. É resultado de um trabalho e muita dedicação e de uma sequência de atos baseada na retidão. Ele é testado a todo instante, em um país que começou errado e segue em uma cultura de cada um por si e salve-se quem puder. O prestígio vence essa correnteza, a pessoa com prestígio faz o que é certo em todas as hipóteses. O prestígio é a melhor herança que podemos deixar para os nossos filhos.
Percebi isso muito cedo. Aprendi o que quer dizer orgulho, em sua melhor versão, desde que me entendo por gente. Gostava de ver a reação das pessoas quando eu dizia de quem eu era filha, neta ou bisneta. Sorrisos e portas se abriram para mim, o que me faz pensar que o prestígio dá certo poder, do mais nobre, daqueles que o valoriza. Assim acontece não porque meus pais e avós tiveram muito dinheiro, e sim porque eram bons profissionais e pessoas de bem. Melhor assim, porque o dinheiro acaba e o prestígio segue para os meus descendentes.
E eis que eu estava em pleno sábado de carnaval na companhia de um prefeito recém eleito. Não sei porque a conversa subiu e desceu e caiu nesse tema. Ele falava do quão simples ele é e de que nada mudou na vida dele, mas a forma com que ele repetia isso me intrigou, parecia que ele queria dizer para si. Isso no intervalo entre um cumprimento e outro, é impressionante o assédio e o acesso que o poder dá. Aí eu achei que cabia e trouxe a reflexão da minha amiga chiquérrima Help para a prosa, querendo reforçar que bom que ele pensava assim. E foi impossível não notar a ponta de decepção no olhar dele quando eu disse que o poder vai passar, mas que o prestígio (caso ele seja merecedor de algum) vai ficar.
- Porque o poder é uma delícia não é? É tentador ter a caneta e sair mandando por aí. Mas daí até ser honesto e eficiente para alcançar o prestígio pelo trabalho realizado são outros quinhentos reais - eu disse para o homem. Ele balançou a cabeça afirmativamente lentamente e não disse nada, imagino que parou para pensar. Tem um provérbio que diz; "Quer conhecer um homem, dê poder a ele." Pensei em largar essa no prefeito também mas achei melhor não. Uma dose de cada vez, afinal era carnaval. E ziguiriguidum.
Mudei de assunto porque assunto é o que não me falta. Chique no último grau. Porque mais chique do que ter assunto só é quem tem prestígio. Ter os dois então, hummmmmm, o must!!!DEZ

24 abril 2012

Lá na frente


Eu gosto de comer, mas gosto ainda mais de ser magra.
Gosto de dormir, mas viver é melhor.
Gosto de novelas, mas bom mesmo é ser protagonista da própria história.
Beber é bom, mas estar consciente é o máximo.
Ficar de preguiça é gostoso, mas bater os próprios recordes é sensacional.
Conversa fiada distrai, mas conversa profunda alimenta.
Música da vez embala, mas música clássica preenche.
As revistas nos dizem de agora, mas os livros nos dizem de sempre.
Consumir nos deixa na moda, mas usarmos o que conta a nossa história nos torna únicos.
Esbravejar com alguém pode nos fazer sentir fortes, mas o autocontrole no faz poderosos.
Trair pode ser excitante, mas ser leal é dignificante.
Falar é bom para descarregar, mas ouvir e aprender nos abastece.
Ser gentil alivia, mas ser sincero ajuda.
Ser malandro dá status, mas ser correto dá orgulho.
Seguir convenções pode ser confortável, mas seguir o coração é libertador.
Ficar no chão é seguro, mas é só arriscando que podemos voar alto e enxergar longe.
Pensar em si é fundamental, mas pensar no próximo é extraordinário.
Viver como se não houvesse amanhã é prazeroso, mas tentar todos os dias nos tornarmos melhores do que já fomos é o que nos faz campeões.




16 abril 2012

Regando a esperança


Nesta semana eu presenciei um incêndio que me fez pensar muitas coisas.

Primeiro o grande espanto que o fogo nos causa. Com o seu poder, a sua velocidade e a sua impiedade. Um dos elementos da natureza que de vez em quando faz questão de nos mostrar o quanto somos impotentes. Ao ver o tamanho da chama e a altura da fumaça desde longe no caminho chorei muito: de tristeza, de preocupação e de medo.

Ao chegar lá e saber que ninguém tinha sido ferido me tranquilizei e agradeci à Deus. "A vida de alguém sim, seria irrecuperável", ponderei, para me consolar. E devagar me aproximei do local e comecei a observar o que estava acontecendo.

Vi muita gente desesperada. Entendi mais do que nunca a expressão "apagar incêndio", pois ficam todos atordoados correndo sem saber para onde. Vi um que quase tirou a camisa para tentar abafar uma chama que fosse. Telefonemas para todas os conhecidos, para os governantes, ligações diretas para Deus. Olhares para cima, quem sabe uma chuva? Não, dia seco e céu azul com cinza de fumaça.

Mas havia sim um chefe comandando a operação com a sua estratégia: isolar uma área ainda intacta e a partir dela investir contra o fogo. Várias mangueiras, espuma, jatos enormes que saiam dos carros em uma batalha incansável. Os nossos olhares seguiam a água como se pudessem colocar nela mais força. E depois de muito suor e aperto no peito conseguimos encharcar a área e impedir o avanço do fogo. A chama foi ficando cada vez menor como que se contentasse com o que já havia queimado e como se entendesse que a mensagem foi dada.

Porque sim, acho que as coisas acontecem para nos trazer sinais, setas e avisos. Sempre fico matutando para entender, gosto mesmo é dos recados mastigadinhos. Mas sabemos que não é assim que funciona nessa nossa escola. Só agora, uma semana depois, começo a decifrar um pouco esse recado, pelo menos o que estava endereçado à mim.

Vi manifestações de muita gente boa, vi vempresas que não tinham nenhuma ligação com a do incidente mandarem seus recursos. Vi ex-funcionários lá ajudando como podiam. Vi muita gente do lado de fora com olhares aflitos. Senti a vibração das orações e me juntei a elas.

Quando acabou vi equipes de pessoas que mesmo exaustas, no meio das cinzas, já montavam seus planos de ação para retomar o funcionamento da empresa.

E vi também naquela guerra que o lamentável acontece. Pessoas do lado do fogo. Gente fazendo piada com aquilo, fazendo pouco caso com uma grande fonte de empregos deste país. Esses em minoria, alguns gatos pretos pingados, é verdade, mas foi muito duro perceber, naquele contexto, que eles existem e estão a nossa volta.

Pensei na maledicência, na descompensação, nas carências de tudo, no atraso de evolução espiritual e na falta de educação mesmo. Na falta do aparelho que chamamos "desconfiômetro", aquele que acende para nos dizer até onde podemos ir. Até onde não ofende, não maltrata e não prejudica.

"Amarás o Senhor teu Deus de todo o seu coração e amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Lucas 10:27) Nesses momentos eu me questiono, aonde achamos que poderemos chegar sem este princípio, com pessoas desejando aos outros o que não se querem para si?

Pensar nisso me entristece muito e eu prefiro tocar a vida focando no bem.  E voltando às "lições do fogo" pensei que também podemos usar a estratégia do capitão dos bombeiros: deixar queimar o que não tem mais jeito porém isolando algumas áreas intactas. Não perder tempo e não gastar a nossa água tentando reaver o que já pegou fogo e sim preservar o que é possível. E partindo desta parte salva, reconstruir. Erguer um prédio novo de emoções com mais segurança e experiência.

Pensei também que muitas coisas são passageiras, efêmeras e descartáveis e que tudo aquilo que nos enche de soberba pode virar pó em questão de segundos.

Mas a fé, o espírito de união, a compaixão e a solidariedade constroem a energia que levamos para a eternidade. É a fórmula da água que vence as grandes lutas contra o mal.

Vamos então irrigar este mundo! Vamos multiplicar a paz e deixar transbordar a luz divina que há em todos nós. Só assim vamos parar de ter que passar por pelos incêndios para aprender. Desejo chuvas de renovação e cataratas de amor para vocês.


08 março 2012

Desça do salto e viva!


Sim, hoje é o dia internacional da mulher e eu recebi uma rosa com uma mensagem de um sujeito dizendo homenagear essas criaturas que dão a luz, que são fonte de delicadeza, sensibilidade, perspicácia e força.  AAAAHHHHHHH!!!!!! Quer saber?

Eu estou cansada! Exausta! De saco (sim, nós temos um, ele é enorme e tem fundo!) lotado! Eu e 51% da população mundial, as outras 3,5 bilhões de fêmeas humanas que habitam este planeta.

Cansada de ter que desempenhar novos papéis sem poder abandonar os velhos. Cansada de ter que provar que não sou estúpida, que não sou frágil, que não sou só um pedaço de carne.

Cansada de ser aspirante a modelos; de mãe, de filha, de amiga, de namorada, de chefe e de empregada.

Cansada de ter que ser magra, cansada de ter que ser boa, cansada da tonelada de culpa que vem nos mesmos pacotes em que chegam os filhos.

Cansada de responder tantos recados, de ter que pensar em tudo, de ter que aprender tudo sobre os todos os i-aparelhos para não ficar para trás.

Cansada de ter que andar na moda, cansada de precisar saber de todas as notícias e ainda ter que fazer depilação.

Cansada de ter que fazer uma super apresentação no trabalho para um monte de homens que nunca irão me achar suficientemente boa e ainda ter que pensar no que providenciar para o jantar das crianças.

Cansada de ter que me superar o tempo inteiro,  de ter que continuar jovem, do machismo e do feminismo dos homens na mesma proporção.

Cansada de ter que ter novidades para contar o tempo todo, cansada de não conseguir dormir de tanto cansaço, cansada de não ter e ter que ter pra dar.

Cansada das rosas com mensagens que eles dão pra gente nos dias Oito de Março. Quase consigo ver o risinho de canto de boca ouvir os seus pensamentos sarcásticos: "- Não foi isso que vocês queriam? Parabéns!" - e cinco minutos depois nos chamam para dividir a conta.

Por isso resolvi escrever um texto meio revoltado, estressado e quase histérico para pensarmos um pouco sobre onde queremos chegar. Onde mais? Qual solução tomar para a questão dos dias que não conseguem passar das vinte e quatro horas, dos anos que teimam em só ter trezentos e sessenta e cinco dias, das infâncias dos filhos que são uma só e da nossa juventude que por mais que se apele escorre das nossas mãos?

Vou começar com uma lista IF de prazeres que não podem ser esquecidos jamais:

Desça do salto. Ande na grama, ande na areia, atravesse pequenas ondas no mar. Diga não, respeite os seus limites. De vez em quando desligue o telefone, feche a cortina e durma uma tarde inteira. Assuma a beleza da idade que tem. Marque menos compromissos. Pare de querer ver, saber e estar em tudo e aproveite de verdade o que é prioridade. Esteja presente. Respire profundamente que as soluções chegam mais fácil. Desarme-se. Perdoe-se. Peça perdão. Passe domingos inteiros de pijama e descabelada; e dance assim para o seu amor. Busque a poesia em todos os lugares. Pense positivo. Ande, vista-se e pense de uma maneira só sua. Encontre o seu jeito natural de ser.  Receba a sua sorte, acredite que você a merece. Abra os olhos para tudo que você tem de maravilhoso agora.

Acho que a única forma de viver a plenitude é viver com paz e com a consciência presente. Isso, viver tranquilamente é a melhor forma de viver intensamente. A simplicidade é o que há de mais espetacular no mundo!

Haha, olha só como eu viajei! Aonde foi parar o meu texto desaforado? De repente ficou doce. É isso! É por essas e outras que eu simplesmente acho o máximo a leveza que há em uma mulher.

Afinal somos nós que trazemos a luz quando tudo está meio nebuloso, que somos sensíveis e perspicazes a ponto de encontrar nas entrelinhas as soluções das nossas batalhas diárias, que somos umas fortes criaturas em bons disfarces de delicadeza.

- Hein?????

Sim, sim, voltei para mensagem padrão. SÓ QUE passeando primeiro pelo drama, encontrando uma saída Incrível e chegando ao fim com poesia, ressurgindo e renovando. Mais complexa, mais profunda e mais verdadeira. Essa é a diferença da mensagem de uma mulher pelo seu dia. Parabéns para nós.





10 janeiro 2012

Portas Abertas


Agora que estou na reta final da temporada aqui comecei a ouvir uns comentários assim; "Puxa, nós poderíamos ter nos encontrado mais...", "Já vai?", "Tem tanta coisa ainda para ver", "Que pena!" e outros do gênero.

Aí combinou que nesses últimos dias eu descobri várias coisas; um bebedouro bem no meio do meu caminho de corrida, uns marshmallows de côco deliciosos, um caminho mais perto para a escola do filho, um site que entrega produtos do Brasil em casa.

E confesso a vocês, por quase duas horas me rendi a essa postura do "Puxa..." " Ah se eu soubesse disso antes...", "Ah se eu tivesse mais tempo...", "Ah, se... se...  se..." Sempre com três pontinhos e um suspiro melancólico no final.

Mas em tempo voltei para a minha IF mais ou menos sã consciência:

E daí se só nos vimos duas vezes? O que vale é que nos conhecemos!

Fiquei com sede correndo durante cinco meses? Mas aprendi, agora em qualquer pista que eu passar vou dar uma volta pela banheiro para procurar por água.

E foi ótimo não contar com o delivery de diamante negro e guaraná antártica, me segurou de engordar pelo menos uns dois quilos. Vale para o marshmallow também.

Isso  me faz lembrar de uma história que o Kau Mascarenhas, um maravilhoso professor de Programação Neuro Linguística, certa vez nos contou:

"Era uma vez um fulano que encontrou um saco de pedras à noite em um cais e como não estava fazendo nada, começou a atirar as pedras no mar. O tempo passou e o sol estava nascendo quando ele pegou a última pedra no saco. Nesse momento ele viu que tratava-se de um diamante! Ohhhh!!!!!!!
E aí o cara tinha duas opções, ou se achar o maior mané porque jogou um saco de pedras preciosas no fundo do mar ou se achar o maior sortudo por ter um diamante em suas mãos."

Number 2 please!!!!  É imensurável, indescritível (por pouco não saiu um "inescrevível", kkkk...) e mesmo impossível calcular os meus ganhos com essa experiência. Cheguei comum e estou voltando super. Aqui encontrei uma Incrível eu que não conhecia, encontrei uma família que não conhecia, encontrei um jeito de viver que não conhecia.

Se alguns diamantes foram desperdiçados, paciência. O que eu estou levando já é suficiente para para alimentar os meus sonhos. Um diamante de aprendizados, de novos amigos, de tantas fotos, de lindas lembranças, de boas risadas, de diferentes natais, paisagens, verões e invernos, de conviver com gente que fala diferente, de entender que essa gente diferente nada mais é do que gente como a gente.

Um diamante de várias portas abertas! Sabia que você aí é uma porta aberta para mim? Não importa se somos parentes, amigos virtuais, amigos das antigas ou se você está lendo um texto dessa maluca pela primeira vez. O que importa é que a gente se conhece e assim abrimos as nossas portas!

Quantas vezes já revi pessoas que nem sequer sabia notícias por anos e nós sentamos e rimos e falamos  intimidades como se tivéssemos nos encontrado na semana anterior? Por causa da tal da essência, quando as essências se afinam e há um verdadeiro encontro, a porta fica aberta para sempre.

Pode passar o tempo que for no "pause", mas é só apertar o botão "REATIVAR" dos Super Gêmeos que os sentimentos voltam todos!

Por isso vou em paz pra qualquer lugar. Porque sei que o lugar que é meu no coração de quem me gosta ninguém me tira. Posso morar em Salvador, nos States e até na Conchinchina, mas continuo sendo aquela menina conquistense bobona, essa é a minha essência e é com ela que você se encontra aqui.

Viiiii, me emocionei e perdi até o rumo do texto. Mas acho que deu pra dividir o pensamento IF. O passado só serve para nos impulsionar para frente! E é num futuro mais ou menos próximo que vamos fazer valer grandes encontros com quem nos é especial, desses de adentrar a porta do coração e de sentir-se bem confortável com aquela que nos é uma velha conhecida, a essência, a melhor parte de cada um de nós, passe o tempo que for, aonde quer que a gente vá.


03 janeiro 2012

Abrindo espaços para 2012


Hoje eu tive aula de Yôga com uma professora que nunca tinha visto antes, uma loirinha de maria chiquinhas muito delicada. Ela passou a aula inteira (muito boa por sinal) nos pedindo que respirássemos profundamente em cada exercício porque desta forma estaríamos abrindo espaços no nosso corpo (alongando mais) e como consequência, em nossa mente.

No final da aula, comecei a tentar abrir espaço na minha cabecinha super tumultuada na posição shavásana, que nada mais é do que deitar de barriga para cima com mãos paralelas ao corpo (com palmas para cima se você está precisando ganhar energia e para baixo se está precisando contê-la), os professores são unânimes em recomendar esta postura por dez minutos todos os dias. Sim, pois bem, estava eu lá na maior quando ela começou a nos contar uma história;

Disse que já fazia algum tempo que ela estava tentando engravidar e ela e o marido já estavam se preparando para adotar um bebê. E daí que um dia ela estava pensando sobre as "aberturas de espaços" e teve o insight que deveria abrir o espaço para essa criança chegar. Passou a trabalhar menos e a meditar mais abrindo o espaço no seu ventre, na sua vida e no seu coração. Teve a idéia de esvaziar o gabinete que seria o quarto do bebê e conversou muito sobre isso com o seu parceiro. Até aí todos nós que estávamos relaxando exaustos começamos a levantar os pescoços pra saber no que deu.

E final feliz IF; no dia 11/11/11 (é, ela foi no detalhe e eu adorei) ela descobriu que estava grávida, nos disse com os olhos marejados. Aliás, uma grávida emocionada chega a ser algo redundante né? E redondante, ela está muito fofa. E muito feliz. Nós todos, lógico, batemos palmas e a parabenizamos pelo pequeno iogue.

Vim pra casa pensando em como eu adoro abrir espaços, intuitivamente sempre funcionou para mim. Estou fazendo mais uma mudança e essa palavra diz tudo, abrir mão de algo velho para um novo, isso é mudar. E eu adoro dar aquela revistada 360°, tirar tudo que não usamos e que sobra. Amo abrir espaços nas gavetas e nos armários, deixar na geladeira só o que está fresquinho, fazer a energia da casa circular!

Os meus filhos já sabem, só compro roupa nova se derem o que têm, lei da física pura, uma tonelada de roupas não pode caber em um armário normal. Entrega-se primeiro o que já serviu e não serve mais e assim prepara-se para ganhar algo novo.

Não tenho medo nenhum de encerrar um relacionamento que já não está bom para abrir o coração para um novo amor. Nem de sair de um trabalho que não me faz mais feliz para começar a escrever. Não tenho nenhum problema em mudar de idéia, de rotina e de ares.

Acho que também é um exercício de desapego, afinal nunca é demais lembrar que nada levaremos daqui a não ser as experiências vividas e o amor compartilhado, não é mesmo queridinhos?

Por isso vim correndo te sugerir que abra espaços em 2012! Respire, medite, prepare o seu coração. Abra o seu caminho, libere os canais das emoções e a passagem das coisas boas que querem chegar até você. Pare de pensar na doença e inspire a saúde! Alooooooongue-se!!!! Descarte o que já não funciona para estar pronto para novas possibilidades. Esvazie a mente para aprender a pensar diferente!

Desapegue-se, arrisque-se, libere-se e VOE! Só vai existir um ano de 2012 para cada um de nós e Deus nos presenteou com milhões de possibilidades de vivê-lo feliz, a Yôga é apenas uma delas. Desejo um início de ano bem mais vazio e bem mais aberto para vocês. Namastê!

18 novembro 2011

A boa? É ter amigos assim!



É, quem tem amigos tem tudo.

Estava eu aqui atordoada no meio de rotinas, dilemas, cansaços, inseguranças e todas as preocupações do mundo dos falíveis, quando chega da Bahia a minha Incrível amiga Help, aquela que me inspirou para esse post.

O nome dela não poderia ser outro. A queridíssima sentiu a situação literalmente "no arrear das malas" e desde então não faz outra coisa a não ser me ajudar. Como? Me ouvindo, tentando entender, opinando com um amor imenso, procurando ajudar na casa e nas minhas tarefas, até massagem no meu pé ela quis fazer (e a situação tava tão braba que não deixei, eu que adoro uma massagem). Estava num estágio entre estar matando cachorro a grito e começar a jogar pedras por aí, e a fofa fazendo tudo para tentar me fazer relaxar.

Ontem ela tirou o dia para passar e-mails e fazer ligações comigo até que eu resolvesse todas as minhas pendências. Serviço de secretária executiva do top de Obama. A minha disposição, é mole? Quantos amigos você tem assim? Pois é, da licença aí, tô mesmo me achando porque eu tenho uma super Help.

E a medida que as coisas foram sendo resolvidas, dezenas de assuntos foram chegando e as novidades todas deliciosamente atualizadas. E eis que estávamos falando estarrecidas sobre um episódio esdrúxulo qualquer quando ela me soltou uma que achei sensacional:

H-  Olha fofa, só falando que nem o outro...
IF- Que outro fofa?
H-  Um amigo meu que é até gago, e que toda vez que eu o vejo eu pergunto:
 -  Qual é a boa Fulano? E ele diz:

- A-A-A   b-b-boa  H-Help, é-é  v-v-ver  e-e  n-não  l-li-ligar.

KKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!! Mas eu ri tanto, tive uma crise e nada me fazia parar, acho que era nervoso acumulado, eu ri absurdamente do jeito que ela falou, ri tanto que tive soluços. E sabe que eu fiquei  boa? O stress foi pro espaço e acordei hoje nova!

Eu fiquei fã de cara do Fulano e já adotei a sua filosofia.  Virou mais um mantra IF. Toda hora que vejo que algo quer me chatear de novo eu o mentalizo. Outro dia eu li: Quantos dos problemas que você tem hoje serão lembrados daqui a cinco anos? É por aí, precisa nem de cinco, a maioria das questões que tentam nos consumir diariamente serão evaporadas bem antes do que imaginamos. Então pra que deixar levar a nossa saúde e a nossa alegria?

E queridinhos, vocês sabem que tudo que funciona pra mim eu indico aqui. Então estou recomendando; deixem rolar as crises de risos quando elas vierem porque faz um bem danado, cultive as amizades sinceras que te jogam pra cima, permita-se receber ajuda e se algo ameaçar te aborrecer pense dez vezes antes se vale a pena, porque na maior parte delas a boa mesmo é ver e não ligar!



Obrigada por existir fofaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!

19 outubro 2011

- I'm sorry!



- Are you? Não perguntei, mas tive vontade,  ao ouvir isso de uma moça depois de bater a cabeça por minha única culpa e broquice nos cabides do vestuário da yoga.

Acho lindo isso. Acredite se puder, mas demorei um tanto para entender que I'm sorry não significa desculpe-me.  I'm sorry é dito o tempo inteiro para dizer sinto muito em todas as  situações, mesmo quando uma estranha distraída dá cabeçadas por aí.

Ontem me perdi no campus da universidade. Normal, se não fosse 10:30 pm e eu não estivesse rodando por quarenta minutos procurando o estacionamento em um vento gelado carregando um monte de coisas.

Até que enfim apareceu em um carrinho daqueles de golf o primeiro segurança em um raio de quilômetros. Falei Excuse-me e ele não ouviu, já tinha até passado por mim. Foi quando o frio na espinha me fez dar uma de Rose do Titanic (lembra dela congelada do mar com o apito na boca?) e gritei EXCUSE-ME!!!! acenando loucamente com a mão.

O homem parou na hora, tomou até um susto.  Quando observei melhor vi que dessa vez a equipe mandou um anjinho japa, adorei. Ele me falou para subir no carro e rodou muito até chegar no tal do Parking 2. No passo que eu estava com o senso de direção que eu tenho eu deveria estar chegando por lá aproximadamente hoje de manhã.

E eis que eu conto isso pra ele; que estava com frio, que já era tarde, que eu estava com fome e que maluca que eu sou... E o que ele me diz?

Isso. I'm so sorry! E ele falou com tanto sentimento que chegou a me aquecer.

Compaixão. Essa é a palavra. Quando sentimos e dizemos que sentimos ao acontecer alguma coisa com alguém estamos praticando a empatia, a solidariedade e a compaixão.

Parece muita coisa para um sinto muito né? Mas não. Acredito que as palavras mágicas (e por isso elas são mágicas) servem para a saúde das relacões humanas como a homeopatia funciona para a saúde do corpo. São pequenas, sutis e poderosas doses de respeito e delicadeza com o próximo.


Por favor... Desculpe-me. Bom dia! Boa tarde. Boa noite.  Boa sorte! Como vai? Com licença. Oi! É um prazer te conhecer. Gostei da sua blusa! Parabéns! Pode passar. Boa viagem! Seja bem vindo, fique a vontade. Bom apetite! Saúde! Sinto muito. Está melhor? Posso te ajudar? Muito obrigada!




Facinho né? E não custa nem um centavo! Funciona bem em qualquer lugar e situação e é totalmente livre de contra-indicações.

Não quero dizer que no Brasil nós não as usamos. Mas é que aqui elas são ditas sem parar desde quando as crianças são muito pequenas, acho que elas aprendem a falar please antes de falar Mommy. E eu tô viciada, dou Bom dia! para as pessoas no passeio e aprendi a sorrir um sorriso incentivador para os outros corredores quando estamos suando a camisa. Aceno para o guarda de trânsito, puxo um assunto com o vizinho e também comecei a falar I'm sorry mesmo quando não tenho culpa nenhuma no cartório.

Não sei ao certo dizer se o clima torna-se cordial porque as pessoas são educadas ou se as pessoas são educadas porque crescem compartilhando a cordialidade. Só sei que esse é um dos aspectos que me fazem sentir muito bem neste lugar. Deve ser pela quantidade de palavras mágicas e sorrisos que recebi e aprendi mais que nunca a devolver, procurando me juntar a esta corrente Incrível pelo bem con-viver.