Mostrando postagens com marcador S A U D A D E. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador S A U D A D E. Mostrar todas as postagens

24 janeiro 2012

Já deu!


Já aprendi a pintar as unhas,
Já provei pra mim mesma que dou conta dos filhos,
Já entendo filme sem legenda,
Já paguei monkeys de todos os tamanhos,
Já faço posições na Yoga que não poderia nem imaginar,
Já namorei em inglês;
Já conquistei uns amigos novos para sempre,
Já fiz crescer a minha família, ganhei até irmãs,
Já sei que chego em qualquer lugar, só preciso de um gps.
Já chorei pra caramba e sorri pra caramba por novos motivos,
Já descobri que escrever é o que me dá mais prazer no mundo,
Já aprendi usar a internet para blogar, para comprar e para viajar,
Já vi os filhos se virando em várias novas situações,
Já rodei pela praia, pela montanha, pelo deserto,
Dei mil voltas dentro do meu coração,
E descobri que o melhor lugar do mundo é o lugar de onde eu vim.

A boa filha à casa torna. Tem muito trabalho a fazer, muito no que ajudar a melhorar, muito do que desfrutar. 38 horas e 52 minutos. Bahia querida que nunca me saiu do pensamento, aí vou eu.


30 dezembro 2011

Um 2012 aconchegante- um aconchego chegante!


Estava bem tristinha até que hoje pela manhã eu liguei o computer e dei de cara com isso:

Estou homenageando uma linda e especial amiga de alma grandiosa e bela no mais profundo sentido da palavra, Valéria!!! Volta prá nos aconchegar e ternamente ser aconchegada ... 2012 Radiante , cheio de Beleza, saúde , paz e muito Amor !!! bjs .

Agora eu vou te pedir o favor de colocar para tocar a música que ele mandou para mim, pode ser baixinho:




Sabe porquê? Para lembrar que o tempo é o senhor de todas as coisas. Que ele cura tudo, que ele resolve tudo. Ele me trouxe pra cá e agora ele me leva de volta pro meu aconchego. Que em um dia você pode estar muito triste e no outro ler algo assim que te faz sorrir.

E por falar em aconchego, há uns dias levei o Jeremy (meu carro companheiro) para saber quanto ele estava valendo já que vou (snif) precisar vendê-lo em alguns dias. Ofereceram muito pouco para o que o meu lindão merece, mas foi um momento interessante; 

O gerente da loja me perguntou por que eu estava vendendo um carro tão bom. Eu disse que era porque eu estava voltando para o Brasil. E eles sempre repetem; Brazil, hummm..... com uma cara de muita vontade. Aí ele perguntou o porquê já que muitos querem ficar por aqui e eu disse:

- Cause I miss there A LOT.....!!!!!!

E eu não sei que tipo de cara que eu faço quando eu digo isso pois não é a primeira pessoa que pára me olhando e eu chego a ver nos seus olhos um mix de curiosidade, admiração e inveja por eu ter um lugar tão especial para voltar.

Um lugar aconchegante com amigos sensíveis como o Eliezer. Os amigos que tanto precisamos em tempos de tristeza, também para compartilhar o belo, para multiplicar as alegrias, para ver os outros ângulos das coisas, para nos fazer sentir Incríveis, para celebrar mais um novo ano que chega.

Este é o quesito número um da minha lista, em 2012 quero os meus amigos mais do que nunca, os que me fazem querer regressar e mergulhar em uma felicidade sem fim, enquanto ela nos é possível, enquanto é tempo de estar junto.

Desejo que 2012 seja um excelente ano do tempo de suas vidas. Que ele seja bem saboreado, enxergado, entendido, experimentado, resolvido e bem sonhado.

Aproveite bastante quem você ama e está por perto, aproveite como eu para ir para perto de quem você ama. Aproveite o enorme privilégio de cada dia aqui na Terra.

Feliz ano novo!!! Que você possa realmente perceber e viver intensamente cada momento feliz de 2012.

15 dezembro 2011

45 dias


"Os EUA é bom mais é ruim,
 O Brasil é ruim mas é bom."

Eu sou fã da simplicidade. E essa frase simples consegue exprimir tudo que estou sentindo.

Com a proximidade do Natal a saudade se multiplica e fico pensando em tudo que está lá e que tanto me falta;

Quero os abraços mais demorados. Aqueles que dêem pra sentir o perfume, o calor, a textura do cabelo e o coração.

Quero olhos nos olhos, brilhando ou até marejados como os meus estão agora para fazer lembrar que o sentimento é a maior riqueza que podemos ter.

Quero falar a minha língua, quero estar no mesmo tom, quero ouvir as vozes de quem amo.

E mesmo que seja para silenciar, quero estar junto.

Quero convites, quero ir nas casas dos meus, quero abrir a minha porta para eles, quero encontrar gente conhecida nos lugares.

Quero ouvir as minhas músicas, quero samba daqueles bem lentos, quero ir nos shows dos meus artistas, quero dançar a dança que aprendi.

Quero o teatro que se faz lá, quero as mensagens todas, quero assistir o filme "O palhaço" do Selton Mello, quero ver as obras, quero de volta a minha arte.

Quero o meu verde que é o verde mais verde de todos os verdes.

Quero tomar banho de cachoeira na Chapada Diamantina.

Quero banho de mar em água morninha.

Quero comer frutos do mar na praia, quero feijão, arroz e bife com molho, quero chupar umbú, tomar suco de caju e caipirosca de jabuticaba.

Quero risadas altas e intermináveis. Quero as nossas piadas, os nossos assuntos.

Quero conversa fiada e filosofia de araque em mesa de botequim.

Quero programas de última hora, viagens não tão planejadas, quero a felicidade que acontece sem a gente esperar.

Quero novos amigos, quero novos amores, quero me apaixonar mais e mais pela vida.

Não vou deixar passar nem um segundo, um milímetro ou uma miligrama de tudo o que me é de direito desse país que no quem te bom, é imbatível. Só mesmo passando dois natais fora para saber. Por favor abram aí um espaço para o meu lugar porque eu estou chegando, muito feliz porque eu vou voltar a fazer parte, porque eu posso, eu sou uma cidadã brasileira.





10 dezembro 2011

Nostalgia


Eu quero muito voltar para o Brasil. Mas o que eu queria mesmo era voltar para o Brasil de antigamente.

Um Brasil com outras notícias, talvez através do Jornal Nacional na voz do Cid Moreira.

Queria poder deixar meu filho ir para escola de ônibus como eu ia na idade dele.

Queria tomar banho na praia da Penha sem ver o lixo chegando do mar.

Queria ouvir comentários bem diferentes, ao invés de mensagens instantâneas no Facebook poderia ser através de cartas, dizendo que não há lugar igual a Bahia.

Queria poder andar tranquila no Rio Vermelho, parar para admirar a sereia, as estrelas, os casebres coloridos, sentar na balaustrada para esperar começar o espetáculo no teatro Maria Bethania.

Queria saber de mais gente do bem solta e mais gente do mal presa. Queria mesmo ajudar a conter a geração do mal. Porque eles assim como nós nascem gente e só vão para o mal por causa do nosso descaso.

Tenho saudade dos heróis; Betinho, Irmã Dulce e Zilda Arns.

Queria estar sujeita a uma menor quantidade de vírus, de mosquitos, de pragas, de golpes, de processos, de armadilhas, de hackers, de competições e de traições.

Queria dirigir com o vidro do carro aberto apontando as coisas para as crianças.

Queria ir atrás do trio em um carnaval sem blocos, sem cordas e sem camarotes, sem tanta polícia batendo em todo mundo, sem garotos fazendo competições de beijos. Queria ver homem vestido de mulher, garotas vestidas para brincar, com tênis, rabo de cavalo, mamãe sacode, confete e serpentina. Queria ouvir música com um só sentido; divertir.

Queria voltar ao tempo em que os homens te chamavam para dançar, que batalhavam por sua atenção, que te traziam flores, convidavam para um cinema e pensavam no melhor momento para pegar em sua mão.

Queria no verão ir para uma casa de praia e poder dormir com a janela aberta sentindo a brisa e ouvindo o mar.

Queria poder morar em uma casa na rua.

Queria poder ir tomar sorvete na Ribeira ou comer um acarajé na Cira em Itapoã sem pensar em engarrafamento.

Queria não ter medo da chuva.

Queria poder olhar pela janela, ver tantas luzes acesas e sentir de novo na cidade um tanto de inocência, de magia e de esperança.

Queria saber de um número menor de crianças nos orfanatos, nos lixões, nas ruas, na prostituição e no crack.

Eu queria de volta a Barra, o Centro Histórico, o Pelourinho, a Lagoa do Abaeté, a Pedra Furada, o Parque da Cidade, o Parque de Pituaçu, a Pituba e a Amaralina.

Queria não pensar que elegemos e reelegemos estes governantes. Queria saber de gente se rebelando para mudar esta situação.

"Seja você a mudança que quer fazer no mundo." Essa é uma forte frase de Gandhi, a que eu mais gosto,  muito bem soprada agora no meu ouvido. Uma bem colocada resposta de minha porção Incrível para a minha porção falível que hoje resolveu vir aqui se lamentar.

Ainda bem que temos estes dois lados. Assim como o Brasil e a nossa tão amada Salvador. E é porquê a Incrível que há em mim consegue ver tudo de Incrível que há nesta cidade que tenho que voltar. E vou ser a mudança que quero fazer. Começando por mudar as palavras deste texto de queria, para quero e então VOU e assim fazer com que os sonhos virem metas para então virar realidade.

Precisamos assumir esta responsabilidade; Que Deus nos ilumine para buscarmos soluções e nos dê forças para que possamos lutar para deixar para os nossos filhos um mundo que se não for melhor, que seja pelo menos igual ao que encontramos.



09 novembro 2011

Mas que moqueca é essa?



Hoje saí para andar com duas novas amigas. As duas americanas nascidas, criadas e nunca saídas daqui. Enquanto eu estava falando tudo bem, as meninas ficavam atentas e interagiam, desconsiderando delicadamente todas as minhas escorregadas no inglês.

O problema era quando elas falavam. Deviam achar que eu entendo tudo porque dispararam as palavras na velocidade máxima. A pior parte era quando uma falava algo engraçado, alguma expressão ou gíria que provocava boas risadas na outra e sorrisos amarelos de todos os tons em mim.

O meu love já conhece, ele vai falando e depois conta uma piada, aí eu sinto que é uma piada então eu rio, aí ele vê que eu ri um riso amarelo e pergunta - Did you get it love? e eu digo - Of course not! e aí a gente ri de verdade.

Nessas horas eu morro de saudade da minha terra. De usar todas as expressões que eu quiser, as velhas e as novas, as cafonas e as da vez, as vulgares e as chiques. E não há lugar mais fértil para expressões que a Bahia.

Tem uma agora que estão usando que adoro: Que moqueca é essa? Para quando algo nos provoca espanto. Ela já vem acoplada na minha cabeça com o sotaque baiano.

Como não tenho com quem, as vezes eu falo sozinha ou para a cadela. Outro dia eu a peguei no flagra esparramando a sua comida pela cozinha e não perdi a deixa; Mas que moqueca é essa Anika? Ela me olhou, me deu um zig now e vazou!

A parada é a seguinte; toda hora me dá vontade de estar sentada num boteco qualquer, numa feira, ou numa fila de acarajé, só na espinha mole, ouvindo o meu povo falar. De boa, sabe? E bater na mesma frequência, tá ligado? E rir na mesma hora que todo mundo ri. E fazer piada que todo mundo entende, né pai? E pensar a vida me jogando no ritmo e na cadência da Bahia.

Quando digo por aqui que escrevo algumas pessoas pedem o link do meu blog. Enrolo, jogo aquele 171, dou uma de João sem braço e não dou. Não sou menina! Imagine a loirinha de hoje, a Melissa, chegar toda meiga para olhar e poder trocar uma idéia, jogar tudo no tradutor e dar de testa com um:- But what is it stew?

Aonde? Daqui até que eu explique... Primeiro porque aparece stew, que quer dizer ensopado. E ensopado não é moqueca meu brother, nem aqui nem na China. O pai ó (essa é a melhor de todas, não é a tôa que virou filme), colé China mermão!

Deixa eu aqui na minha com a galera que me entende. Né não é?  Pois jacaré que vacila vira bolsa de madame. E eu não vacilo, eu chego junto. Junto de quem fala a minha língua que é tão rica, forte e expressiva. É nela que me encontro e só com ela dou sorrisos de todas as cores. É falando português que sou muito mais feliz, essa é a moqueca.

11 setembro 2011

Brazilian Day in LA!


Há muito tempo que quero ir em um evento de brasileiros por aqui. Chegou o grande dia, o coração começou a bater mais forte desde o momento que procurava estacionamento perto do bonito parque na Wilshire Boulevard, quando comecei a ver o pessoas circulando com a nossa inconfundível camisa amarela.

Enfim estacionei e a medida em que chegava mais perto pude ouvir um som familiar, pessoas falando a minha língua e um colorido de gente bem conhecido.

Depois o cheiro, várias barracas com a melhor comida do mundo; tinha pastel, coxinha, moqueca, feijoada, churrasco, brigadeiro, beijinho e churros. Comi pouquinho hoje, primeiro porque em menos de um mês que cheguei ainda não deu pra sentir "aquela" saudade absurda e depois porque eu tinha mais o que fazer:



Fui ver o povo. Encontrei Thais Bradley, a minha leitora mais que Incrível, estava com muita saudade dela. Encontrei as primas lindas Michelle e Kimberly, a Fátima e mais algumas brasileiras e corremos para o que interessa: a pista de dança. Pequena, diga-se de passagem para tantos quadris rebolantes entusiasmados. Tinha gente de todo jeito, como tinha que ser; gente super caracterizada de verde amarelo, gente com muita e pouca roupa,  gente de toda idade e muito alto astral.



Pelas barraquinhas vendia-se roupas e bijuterias do Brasil. Vários anúncios também; advogada brasileira pra qualquer tipo de questão, show da Daniela Mercury em outubro, a fulana que faz festas de aniversário e empresas que mandam encomendas de qualquer tamanho para o Brasil. Botei um monte de cartõezinhos no bolso.



Teve apresentações de dança  e capoeira, e além do samba tocou axé, mpb e alguns chorinhos. Teve hino nacional em ritmo de samba, o que não gosto. Acho o nosso samba é maravilhoso e único, nos caracteriza e nos destaca. Mas temos perdido muito ao misturar as coisas e por muitas vezes permitir que questões importantes sejam tratadas em ritmo descontraído e relaxado. 


Achei interessante perceber na festa o jeito brasilleiro adaptado ao jeito americano de ser. Primeiro, toalhas de picnic estendidas pelo chão por toda parte. Muitas crianças, muita gente sentada e deitada. Vocês já viram isso? Eu não. Em toda a a minha considerável experiência baiana na área festiva, nunca vi ninguém ir pra pra festa para deitar.


Outra coisa: No alcohol. Nada! Nem uma skol ou um projeto de caipirinha. Teve uma hora no meio do samba que comprei uma lata de guaraná pra ficar segurando. Para compor o quadro na minha mente: sol+ samba+amigas...+ latinha, ahhh!!!ok! rsrs


Mas é lógico que não comprometeu. Dancei pra caramba, os cantores todos moram aqui fazendo shows em casas brasileiras. Falavam inglês também para os poucos gringos pingados que estavam por lá. Teve um desfile de samba com bateria e bonitas mulatas e até chegaram a anunciar um trio elétrico, o que achei estranho. Essa eu queria ver! Estávamos esperando uma caminhonete com som em cima na melhor das hipóteses, mas até a hora que saí de lá, faltando uns quinze minutos para acabar, nada. Acho também que é pedir demais, tem coisas que só se vê na Bahia ;)

Na saída, passei pelo mercadinho para comprar algumas coisas imprescindíveis na vida de qualquer família que se preze; leite ninho, leite condensado, batom garoto, buballoo e chiclete de caixinha.


E voltei pra casa mascando chicletes dos bons feliz da vida, por saber que tem tanta gente como eu por perto, que estou tão longe de meu país e ao mesmo tempo tão conectada com ele. Tranquila por usufruir disso aqui sabendo que posso voltar a qualquer instante. Agora não quero escolher, quero tudo! Quero a vida organizada, simples e segura na América e quero a vida vibrante, maravilhosa e apaixonante do meu Brasil.

21 março 2011

De volta pro aconchego!


Depois do natal a saudade aumentou muito. Já que chorar e lamentar não leva ninguém para a Bahia, comecei a procurar um jeito de resolver. Logo achei o “spring brake”, um intervalo de 15 dias de aula em Março, uma oportunidade.

Fui pra internet, pesquisei, comprei pela primeira vez by myself, pois só vinha me dando mal com as agências. Precinho de baixa estação, beleza, deu pra pegar o meu tão sonhado vôo direto da Korean airlines; Los Angeles-Guarulhos.

Isso há meses. O aperto no peito aliviou muito, já tinha uma meta, uma data mais próxima. Mas fiquei quietinha, não contei pra ninguém. Só sabiam a família americana e algumas pessoas que estavam pensando em ir me visitar.

Passa o tempo, passa aniversário, saímos de casa no dia seguinte. Vôo maravilhoso, toda hora chegava uma coreana para oferecer alguma coisa enquanto assistíamos filmes para driblar a ansiedade. As crianças não deram o menor trabalho, cada uma com seu fone, seu filme, seu pratinho e seu sorrisinho no canto da boca.

Aterrissamos em Sampa, que excitação! Chegaram todas as malas, o cara da alfândega só deu bom dia, não quis ver nada. Segundo check-in, tudo certo, poderíamos levar as malonas mesmo sem ter comprado as passagens juntas, já que as duas companhias são parceiras. A IF está aprendendo!!!

Uma pessoa que erra muito recebe estas notícias como música para os ouvidos e sente-se mais que Incrível. As leitoras que me acompanham desde o primeiro post do primeiro blog sabem do que estou falando, a viagem de ida levou mais de 30 horas só de desacertos, mal entendidos e vôos perdidos.

Desta vez foram 12 horinhas noturnas. ;) Um pitéu.

Nos fartamos de pão de queijo, mamão papaya, água de côco e suco de laranja espremidinho na hora no café da manhã. Entramos no avião pra Salvador, finalmente! Dormimos os quatro sem parar, parece que a equipe mandou uma dose de sono para segurar a emoção que viria a seguir.

Balões no ar, cornetinhas, passadeiras de coração. Abraços de pai, de irmão, de tia, tio, dindas, primas e da super Mamãe Lena, a minha parceira babá das crianças desde que elas nasceram.

Fomos pra casa. No caminho começo de novas percepções que chegarão em breve nos posts seguintes.

Nesse eu só quero dizer sobre matar saudade. Larguei as malas, tomei banho e fui para o primeiro encontro surpresa.

Tinha enviado a missão secreta para Beth, amiga e leitora Incrível, pedi que ela reunisse os amigos com uma desculpa qualquer. E só então eu chegaria.

Acredito que são momentos assim que fazem a vida ter cor e graça.

Fiz isso nos três dias que se seguiram. Com a família do meu pai, com as minhas comadres e afilhados e com a família por parte de mãe. Um fim de semana inteiro dedicado a chegar de surpresa e abraçar gente que eu amo.

Por isso não pude postar nada, só agora posso me declarar:
- Estou na minha terra.

Sobre esta alegria o vídeo abaixo fala bem melhor do que eu. Este encontro foi marcado no “Rio Vermelho”, o bairro boêmio de Salvador, refúgio dos artistas, coladinho no mar, com cheiro de acarajé e com o astral mais descontraído desta cidade que é a mais descontraída do Brasil, que com certeza é o país mais descontraído do mundo!

Momento inesquecível para mim. Veja aí se dá para sentir por que:





21 fevereiro 2011

essência


Ele me chamava de "primiga" na escola. Meu primo e amigo Leo veio morar nos EUA logo após o terceiro ano e não sei porque razão nunca mais falei com ele. Até que o encontrei no face esta semana, trocamos telefone e hoje de manhã recebi a sua ligação.

Reconheci na hora o meu primigo. Depois de dezoito anos. Ele disse que já está com alguns cabelos brancos, já passou por dois casamentos, tem duas filhas e só agora arrumando está a sua vida para voltar do Brasil. Mas é o mesmo.

Desliguei o telefone com o coração pulsando mais forte. Que alegria, que presente! Não vejo a hora de revê-lo.

Graças ao face também reencontrei Paulinha, agora minha leitora IF e amiga de todos os dias, mesmo lá de Londres. Viva a tecnologia! Graças a ela além de fazer vários novos estou recuperando velhos amigos queridos.

É impressionante, quando a gente gosta mesmo da essência de alguém a amizade só entra em estado de pause. Pode passar o tempo que for, a egrégora está lá. Aquilo que nos uniu.

Por isso fico bem tranquila em estar aqui, eu sei que tem um monte de abraços, ombros pra chorar, motivos pra rir, histórias, olhares carinhosos e bem querer me esperando. E tudo isso em mim para vocês.

Não importa onde eu vá. E não importa quanto tempo dure. :)


20 janeiro 2011

S A U D A D E


De Maria do Socorro e dos grandes amigos.
Do Rio Vermelho,
Boemia e filosofia.
De ver o mar,
Sentir o cheiro,
E colocar os pés na água.
Do colorido das paisagens,
Da gente,
E das roupas de verão.
Dele. Muita.
Casquinha, bacalhau, aipim,
Roska de caju,
Docinhos de festa.
Das crianças da creche.
Do ritmo da percussão.
Dos abraços mais demorados.
Da livraria.
Da Praia do Forte,
Do sotaque do vendedor de picolé.
Do Shangri-lá.
Da vista da baía de todos os santos, 
Do mar para a terra e da terra para o mar.

Ai que bom que não morri,
Que só viajei
E posso voltar.

Pra sentir os gostos, os cheiros,
Para ir ver correndo
O que antes estava aborrecido.

E pra saber que não importa aonde eu vá,
Eu sou da Bahia,
Lá é o meu lugar.


25 dezembro 2010

Christmas in Cali lll

Esta noite sonhei que tinha voltado. Deve ter sido por causa das ligações de ontem. Carga pesada, vozes importantes, noite de natal, aperto no peito em todas.

A mensagem era unânime: Muita saudade mas se eles sabem que estou bem ficam bem também. Presente de Papai Noel!

O nosso natal segue simples e muito bem avaliado por Nina, ontem ela disse que foi o melhor de todos, abraçada com a Hello Kitty imensa que ganhou do amigo secreto.

Como disse antes, este ano comprei menos, enfeitei menos a casa e coloquei menos pratos na mesa. Mas todos gostosos, comprados prontinhos lógico, it's an american cristhmas. Mamãe fez um arroz à grega pra dar o toque pessoal.

Hoje tem mais, brunch com amigo secreto maluco. Uma tonelada de família, cada um traz uma coisa. Deixamos tudo limpinho desde ontem. É tradição ter muita champagne. Ok! Juro que vou exportar um monte destes costumes, prometo um natal diferente em SSA em 2011.

Porque estaremos aí com fé em Deus. Perto da praia, de vestido de alcinha. Porque tudo aqui é lindo, a minha família é sem comentários, MAS EU NÃO VIVO SEM VOCÊS!

Um Natal de paz no coração. Que Deus abençoe e proteja a família e o lar de cada um. Que o amor atravesse as paredes e as fronteiras e inunde o mundo.

Eu estou longe mas estou pertinho viu? Sentiu o abraço? hum, hum, hum! Bem apertado.

Merry  Christmas!!!!

Love yooooouuuuuu!!!!!!

17 dezembro 2010

Hoje viajei 100 km pra comer feijão!


Isso, bateu uma vontade enlouquecedora, achei que merecia um prêmio pelo meu trabalho IF organizador. Primeiro fui malhar, lógico, para ganhar um crédito. Depois peguei a mãe, uma prima e dois amigos brasileiros e fomos à um restaurante chamado Gauchos Village em Glendale, que faz parte da grande LA, a 100km de casa.
Ao chegar lá já não conseguia nem pensar direito, estava transtornada, fui direto ao que interessa: cardápio de bebidas: caipirinha, caipiroska, skol, brahma, guaraná antártica. Quero tudo. Buffet: Arroz, feijoada, strogonoff, salada de maionese e de rúcula, filé de peixe, purê, vinagrete, farofa, banana frita, pastel e pão de queijo. Os garçons traziam picanha, maminha, alcatra, calabresa e costelinha, juro que consegui comer tudo isso. E ainda arrematei tudo com pudim de leite condensado.
Deni, um brasileiro que está aqui há um ano quase chorou. Acho que a nossa satisfação com aquela comida era bonito de se ver. Estávamos completamente apaixonados pelo cheiro no restaurante, pelo colorido do prato e por cada garfada. Agradeci à equipe do céu 23 vezes enquanto montava as quentinhas pra levar pros filhos, embalando tudo como se fosse um tesouro.

E o que é a lei da oferta e da procura... Paguei U$ 9 + taxa + gorjeta por uma caipiroska feliz da vida. Na saída o GPS nos mandou para uma estrada bloqueada, levamos três horas pra chegar em casa, já lá pras 18h, mas faria tudo novamente para ter o grande prazer de saborear o meu Brasil delicioso, bem no meio da California.


12 dezembro 2010

Administrando a saudade.

Já percebi quais são os momentos em que mais aperta a saudade do Brasil:

Primeiro, quando vejo gente partir pra lá. Ontem foram oito dos mais chegados da minha família. Passaram cinco dias aqui e nos encheram da energia que só a gente tem.

Segundo, datas importantes. Esta semana perdi uma festa beneficente que costumava participar cercada de amigos que adoro. Já perdi dois casamentos imperdíveis, o encerramento de um trabalho que comecei e meio ano de festas de aniversário, snif.

Terceiro, não posso colocar os dvds, ver as imagens, ouvir as músicas. O povo aqui já reparou, é só começar a assistir que fico num estado anestesiado congelado nostálgico de coração espremido.

Para sobreviver, coloco o foco no próximo hóspede, ontem foi a fadinha que voltou, no dia 18 tem comadre e no dia 20 mais uma prima amada :))) 

Vou aproveitando ao máximo os feriados e festas daqui, ontem fomos participar da comemoração de Natal da cidade. Tudo aqui é tão lindo nesta época que é preciso um post exclusivo para descrever.

E por último, música americana na caixa. Estou conhecendo novos grupos, aprendendo a distinguir os estilos e começando a entender as letras. Vou dançando assim para administrar a saudade e comemorar o momento presente.