19 dezembro 2011

Baianada na neve


A California é realmente um estado Incrível. Aqui podemos encontrar lindas praias e uma hora depois estar na neve. Temos o deserto, a montanha, canyons e florestas. Podemos fazer trilhas inesquecíveis e também curtir a night life que é uma loucura! 




Para a última temporada de férias por esses tempos, decidimos vir para Mammoth Lakes, uma das estações de esqui mais bacanas dos EUA. Um lugar muito charmoso. Sempre que tenho oportunidade coloco os meninos para esquiar e fazer snowboard, acho o máximo, só que fico cá de baixo admirando.


Por quê? Medo de cair, de quebrar um braço ou a bacia e não ter ninguém para dirigir ou tomar conta dos filhos. Bobagem? Por acaso você aí é mãe e pai de três? 
Então tá...

Não esquio, não faço rapel, não subo numa moto, não monto a cavalo. Drogas então nem pensar. Outro dia me falaram que redbull provocava arritmia e eu parei de tomar na hora. Até gostava do troço. Sei lá, eu sinto uma responsabilidade absurda, pode até ser que algo aconteça comigo, mas de certo não vai ser por minha culpa ou imprudência. 

Mas que tenho vontade de esquiar, tenho. Talvez algum dia. Até me balancei um pouco desta vez para ir. Daí fui consultar a Didi. Se fosse sua mãe o que ela diria? A minha falou:

"Eu acho que se você tem medo pode ser um sinal, uma premonição, então não deve."

Aí lenhou tudo. As mães têm uma boca né? Abafei o caso e comecei na hora a pensar em programinhas no chão bem sequinho.


Corri em uma trilha cheia de cabanas, pinheiros e cercada de neve. Tomei vinho em volta de uma fogueira em um bar com um monte de gente que não conhecia. Assisti shows e ouvi músicas de Natal. Comprei bijoux. Dormi, tirei fotos, comi umas coisas bem gostosinhas. Agora estou com uma tigela de sopa de alho porró, cenoura e presunto escrevendo em uma mesa do lado de uma lareira.

É, um vidão! Mas eu estava precisando muito, estava arrasada de cansada. Já me sinto outra, amanhã vou por aí de bike. Driblando um frio de -5°C. Curtindo os últimos dias de férias de americanos coberta da cabeça aos pés, o que dá uma canseira danada; tem que lembrar de gorro, cachecol, cacharrel (ainda é assim que se chama?), meia de lã por dentro da calça, luvas e casaco pesado. E pra esquiar? Passo meia hora com cada menina só para colocar bota, roupa impermeável, óculos com elástico e capacete. Toda hora cai uma coisa, uma perde uma luva. Baiana querendo inventar moda é brincadeira?

Mas é mesmo o máximo, conhecer gente e culturas diferentes. Tudo vale a pena e esse mundão é mesmo muito lindo. Agora cá pra nós, nada se compara a vestir biquine o dia todo, short e camiseta e sentir a brisa do mar da Bahia. Adoro viajar e voltar, e assim do meu jeito IF nada radical curtir todas as emoções em admirar a natureza, me sentindo segura e bem comigo mesma.


15 dezembro 2011

Solteirice (again!)


Existe várias vantagens em estar solteira e através deste quero me re-unir às minhas Incríveis companheiras de calitó para defender a classe e dar alguns exemplos disso;

De uma forma geral as solteiras se arrumam mais. Estamos buscando em todas as oportunidades alimentar a nossa auto estima. Malhamos mais e estamos mais distantes das tentações engordantes que eles, os homens não vivem sem.

Também lemos mais. É na companhia de um bom livro que vamos dormir quando não temos um ombro quente para nos aconchegar.

Fazemos bem mais novos amigos e damos bem mais atenção às amizades antigas.

Estamos mais abertos para o novo! Conversamos com mais gente diferente e assim ampliamos a nossa visão, os nossos assuntos e não por acaso sempre chegam novos sonhos.

Podemos usar aquele pijama de algodão muito velho, podemos dormir de meias, não nos preocupamos com os soutiens de cor da pele horríveis que não marcam na roupa e podemos tomar banho de touca. Aliás, isso e outras tantas coisas que inevitavelmente acabamos fazendo mesmo a dois quando ela vai chegando, a tão deliciosa quanto perigosa intimidade.

Podemos passar uma hora no telefone com uma amiga e usar o Facebook o tempo que quisermos.

Estamos livres para fazer todos os tipos de testes de olhares paquerísticos e isso é uma delícia. Tem uns despretenciosos, tipo "notei mas foi sem querer", tem os mais ousados que dizem "gostei sim e aí?" Tem os tímidos, os de surpresa, os meigos... Depende da situação e da fonte de inspiração que é o paquerado.

Temos mais tempo para as nossas mães, para os nossos filhos, para um trabalho, para fazer aquele curso que é à noite...

Se por um lado não temos ajuda para tomar decisões, por outro PODEMOS FAZER O QUE BEM ENTENDERMOS das nossas vidas, ir e vir sem dar satisfa!

Então tá. Vamos pensar assim enquanto a solteirice durar, aproveitando o lado bom dessa fase com a maior intensidade possível. E assim que chegar um novo amor a gente esquece tudo e prometo voltar aqui para dizer das Incríveis vantagens de estar no mundo dos apaixonados. De novo e que dessa vez seja pra sempre.
Mas se não for... ;)


45 dias


"Os EUA é bom mais é ruim,
 O Brasil é ruim mas é bom."

Eu sou fã da simplicidade. E essa frase simples consegue exprimir tudo que estou sentindo.

Com a proximidade do Natal a saudade se multiplica e fico pensando em tudo que está lá e que tanto me falta;

Quero os abraços mais demorados. Aqueles que dêem pra sentir o perfume, o calor, a textura do cabelo e o coração.

Quero olhos nos olhos, brilhando ou até marejados como os meus estão agora para fazer lembrar que o sentimento é a maior riqueza que podemos ter.

Quero falar a minha língua, quero estar no mesmo tom, quero ouvir as vozes de quem amo.

E mesmo que seja para silenciar, quero estar junto.

Quero convites, quero ir nas casas dos meus, quero abrir a minha porta para eles, quero encontrar gente conhecida nos lugares.

Quero ouvir as minhas músicas, quero samba daqueles bem lentos, quero ir nos shows dos meus artistas, quero dançar a dança que aprendi.

Quero o teatro que se faz lá, quero as mensagens todas, quero assistir o filme "O palhaço" do Selton Mello, quero ver as obras, quero de volta a minha arte.

Quero o meu verde que é o verde mais verde de todos os verdes.

Quero tomar banho de cachoeira na Chapada Diamantina.

Quero banho de mar em água morninha.

Quero comer frutos do mar na praia, quero feijão, arroz e bife com molho, quero chupar umbú, tomar suco de caju e caipirosca de jabuticaba.

Quero risadas altas e intermináveis. Quero as nossas piadas, os nossos assuntos.

Quero conversa fiada e filosofia de araque em mesa de botequim.

Quero programas de última hora, viagens não tão planejadas, quero a felicidade que acontece sem a gente esperar.

Quero novos amigos, quero novos amores, quero me apaixonar mais e mais pela vida.

Não vou deixar passar nem um segundo, um milímetro ou uma miligrama de tudo o que me é de direito desse país que no quem te bom, é imbatível. Só mesmo passando dois natais fora para saber. Por favor abram aí um espaço para o meu lugar porque eu estou chegando, muito feliz porque eu vou voltar a fazer parte, porque eu posso, eu sou uma cidadã brasileira.





10 dezembro 2011

Nostalgia


Eu quero muito voltar para o Brasil. Mas o que eu queria mesmo era voltar para o Brasil de antigamente.

Um Brasil com outras notícias, talvez através do Jornal Nacional na voz do Cid Moreira.

Queria poder deixar meu filho ir para escola de ônibus como eu ia na idade dele.

Queria tomar banho na praia da Penha sem ver o lixo chegando do mar.

Queria ouvir comentários bem diferentes, ao invés de mensagens instantâneas no Facebook poderia ser através de cartas, dizendo que não há lugar igual a Bahia.

Queria poder andar tranquila no Rio Vermelho, parar para admirar a sereia, as estrelas, os casebres coloridos, sentar na balaustrada para esperar começar o espetáculo no teatro Maria Bethania.

Queria saber de mais gente do bem solta e mais gente do mal presa. Queria mesmo ajudar a conter a geração do mal. Porque eles assim como nós nascem gente e só vão para o mal por causa do nosso descaso.

Tenho saudade dos heróis; Betinho, Irmã Dulce e Zilda Arns.

Queria estar sujeita a uma menor quantidade de vírus, de mosquitos, de pragas, de golpes, de processos, de armadilhas, de hackers, de competições e de traições.

Queria dirigir com o vidro do carro aberto apontando as coisas para as crianças.

Queria ir atrás do trio em um carnaval sem blocos, sem cordas e sem camarotes, sem tanta polícia batendo em todo mundo, sem garotos fazendo competições de beijos. Queria ver homem vestido de mulher, garotas vestidas para brincar, com tênis, rabo de cavalo, mamãe sacode, confete e serpentina. Queria ouvir música com um só sentido; divertir.

Queria voltar ao tempo em que os homens te chamavam para dançar, que batalhavam por sua atenção, que te traziam flores, convidavam para um cinema e pensavam no melhor momento para pegar em sua mão.

Queria no verão ir para uma casa de praia e poder dormir com a janela aberta sentindo a brisa e ouvindo o mar.

Queria poder morar em uma casa na rua.

Queria poder ir tomar sorvete na Ribeira ou comer um acarajé na Cira em Itapoã sem pensar em engarrafamento.

Queria não ter medo da chuva.

Queria poder olhar pela janela, ver tantas luzes acesas e sentir de novo na cidade um tanto de inocência, de magia e de esperança.

Queria saber de um número menor de crianças nos orfanatos, nos lixões, nas ruas, na prostituição e no crack.

Eu queria de volta a Barra, o Centro Histórico, o Pelourinho, a Lagoa do Abaeté, a Pedra Furada, o Parque da Cidade, o Parque de Pituaçu, a Pituba e a Amaralina.

Queria não pensar que elegemos e reelegemos estes governantes. Queria saber de gente se rebelando para mudar esta situação.

"Seja você a mudança que quer fazer no mundo." Essa é uma forte frase de Gandhi, a que eu mais gosto,  muito bem soprada agora no meu ouvido. Uma bem colocada resposta de minha porção Incrível para a minha porção falível que hoje resolveu vir aqui se lamentar.

Ainda bem que temos estes dois lados. Assim como o Brasil e a nossa tão amada Salvador. E é porquê a Incrível que há em mim consegue ver tudo de Incrível que há nesta cidade que tenho que voltar. E vou ser a mudança que quero fazer. Começando por mudar as palavras deste texto de queria, para quero e então VOU e assim fazer com que os sonhos virem metas para então virar realidade.

Precisamos assumir esta responsabilidade; Que Deus nos ilumine para buscarmos soluções e nos dê forças para que possamos lutar para deixar para os nossos filhos um mundo que se não for melhor, que seja pelo menos igual ao que encontramos.



07 dezembro 2011

Ele sumiu ou ele morreu? - O fim da trilogia playboy.


Todo mundo sabe que contos de fadas não existem. Ou se existem, duram pouco. Mais cedo ou mais  tarde a gente sempre fecha o livro ou sai do cinema.

Tentem visualizar esta cena; Estávamos todos em casa em um domingo, daí eu chamo todos para um passeio em Santa Monica. Eu agora aprendi, não tem como conciliar vontades de cinco pessoas com sexos, idades se vontades diferentes. Quem quer vai, quem não quer fica.

A caçula topou. A mãe também, mas estava como estava com o namorado aqui e foi chamá-lo para ir com a gente. Ele respondeu:

- "Eu não vou porque não estou me sentindo bem, estou sentindo uma dor,  é melhor ir pra casa. Vá porque nós temos os restos das nossas vidas para ficarmos juntos. Ligue pra mim quando chegar."

E fomos. E passeamos, compramos e curtimos. Na volta ela liga pra ele e ninguém atende. No dia seguinte ele,  que ligava umas três vezes por dia não liga pra ela. Na terça também não e nem na quarta.

Você pensaria o quê? Eu nem estava sabendo até que a minha mãe veio me falar com uma carinha aflita;

- "Val, estou preocupada. Isso é muito estranho, ele mora sozinho, estou com medo de ter acontecido alguma coisa com ele e ninguém saber."

Me desculpem, mas na hora eu ri. Péssimo né? Mas foi. Se fosse comigo eu iria estar com muita raiva achando que foi um zignow qualquer, mas ela estava realmente preocupada. Eu não me contive ao constatar que se você tem um ficante com mais de setenta e ele não liga, você nunca sabe se ele sumiu ou se ele morreu.

Dei a idéia de ligar para a nossa querida Debbie, a especialista google das causas impossíveis. Acredite, ela é capaz de desvendar qualquer tipo de mistério. E agora quero saber o seu palpite, o que você acha que aconteceu? Dava pra fazer até um programa no estilo "você decide", haha.

E é lógico, se eu estou aqui fazendo graça é porque o sujeito não morreu coisa nenhuma. A síndica do prédio disse para a nossa detetive que ele tinha acenado pra ela bem lampreiro naquela manhã.

Interessante é que quando cheguei em casa e minha mãe me contou tal desfecho ela estava com outra cara, aliviada porque ele estava bem e já contando nos dedos quantos dias faltavam para a próxima dança. Eu a esta altura já estaria treinando os nomes mais cabeludos do meu repertório para xingar o energúmeno.

Mas ela não. Nem quando soube, nem quando ele ligou no dia seguinte a chamando de meu amor como se nada tivesse acontecido. Elementar meu caro Watson, eles sempre voltam. Ela disse que não tinha mais o que conversar com ele, que queria agradecê-lo porque foi muito bom o tempo que durou e se tivesse que repetir viveria tudo de novo. Que estava feliz de saber que ele estava bem e o desejava tudo de melhor.

Hãããã????? Hein???? Como assim mãe??? Você não soltou nem um pitbullzinho em cima dele???

Nadinha, nem uma fração de decíbel de tom de voz mais alto. Cá pra nós, gente fina é outra coisa né? Fico beige, um dia quero ser assim.

E constatação IF número dois: Os homens NUNCA aprendem como terminar um namoro, fato!

Engraçada foi a reação da minha filha. Depois de acompanhar todo o caso e ouvir o final do mistério ela falou:

- "Mãe! Então o Tony estava certo!!!!" (Quem não sabe quem é Tony e muito menos o que ele disse favor clicar aqui e volar ao post 1 da trilogia)

"- Yep! You got it!" Só tem onze anos a menina e já está ficando entendida de como funcionam os garotos imaturos, mesmo os de setenta.

Afinal queridinhos, o que mais poderíamos esperar de um playboy? Nada, deixa ele brincar. Eu só sinto muito por ele que perdeu a maior oportunidade da sua vida de virar gente grande, a de estar do lado de uma mulher como a minha mãe.


Mulher com chapéu, Di Cavalcanti

05 dezembro 2011

caretinhas =)


Já faz um tempo, eu estava esperando me recuperar do trauma, :$ para contar do dia em que resolvi comentar na aula que escrevo um blog. Até eu, a princesa das Polianas inocentes do pau ôco, sabia que os blogueiros eram discriminados pelos outros escritores, mas nunca pensei que fosse tanto. Escracharam mesmo, disseram que só existia lixo na internet \o/, que não há comparação entre blogs com um processo de escrita de livros ou artigos :*(

Um colega disse que as pessoas que escrevem blogs não elaboram seus textos. Pode ser. :-\ Pelo menos comigo as vezes é, mas não se pode generalizar. São vários os escritores renomados que escrevem blogs como o Carlos Heitor Conny, o Rubem Braga e o Luis Veríssimo. Eu confesso que sempre escrevo à noite, fico ansiosa para publicar e no dia seguinte quando leio saio consertando um mooooonte de erros. Atenção, letrinhas repetidas que reproduzem a forma com que falamos são exconjuradas por lá. E diminutivos desnecessários tipo "letrinhas" também.

Mas meus leitores me conhecem assim IF e me perdoam. ;-) Esse é o lado bom; o contato e o feedback imediato deles. Eu nunca escrevi um livro, mas não vejo como conseguir com um essa emoção diária que sinto ao ler os comentários dos posts. Por isso não abandono meu bloguito! :D

No livro estou tentando escrever mais sério do que no bloguito que por sua vez é mais sério (mas não muito mais) do que eu escrevo ou falo coloquialmente. Por exemplo, aqui eu resisto horrores para colocar as carinhas :), mas às vezes é mais forte do que e uma ou outra escapole. ;) Essa de danadinha então é a que eu mais gosto.



E tenho que confessar, gosto mesmo. Acho que elas comunicam emoções nesta vida corrida em que precisamos responder  à muita gente com pouquíssimo tempo. Eu gosto muito de imagens, e se as ilustrações acrescentam aos textos, porque então não deixarmos as caretinhas incrementarem as palavras? :-)



São os novos tempos! Eu me comunico com meu filho adolescente via mensagem de texto mesmo ele estando no quarto do lado. Pois se é assim que eles funcionam? E coloco todas as carinhas que tenho direito. 8^)

E convenhamos, sabemos que os sinais e as figuras existem desde muito antes da escrita formal, então porque não usá-las? Vale tudo para comunicar!

Hahaha (risadinha assim então é o fim), e o melhor de tudo é que eu me divirto. E eles, os tais escritores formais? Tem um lá que está há vinte anos escrevendo um livro sem previsão de terminar. Enquanto isso, eu pinto, bordo, grito, invento, viro tudo de cabeça pra baixo, dou cambalhota e gargalhada, tento daqui e dali, escorrego, levanto, experimento, erro, conserto, arrisco e aprendo. Vivo! Escrevo a vida e vivo o que escrevo.

E desse jeito eu sei e já me conformei, acho que nunca vou conseguir escrever livro de gente grande. Mas o bom é inimigo do ótimo, como diz o outro. (Não citei o autor da frase? :-O) Às vezes esperamos para ficar perfeito e não fazemos nada. Eu pelo menos assumo o meu jeito IF de ser e me disponho a romper barreiras, ser cafona, piegas, infantil, quebrar regras, ampliar horizontes, misturar estilos, reunir tendências, inovar e fazer o que for preciso para escrever o que me faz feliz.

Fica aqui  registrado então o meu protesto de blogueirasimcommuitoorgulho anti caretice. Humpf! :P


01 dezembro 2011

Eureka!



Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.
 (Trecho de Alice no país das maravilhas - Lewis Carroll)
Há muito tempo não me sinto tão feliz e excitada. Finalmente descobri para onde quero ir.  Além de saber que quero escrever descobri o que eu quero escrever.
O feed-back do post passado foi Incrível, foi o que me fez encontrar o rumo. Nada de um livro com uma história compriiiiida e cheia de drama. Pelo menos não por enquanto. Deixa eu com meus textinhos curtos, as tais short stories que a minha querida Tia/coach Lena me sugeriu tanto pesquisar para desenvolver. Vou fazer isso titia, prometo! Mal posso esperar para ter paz e tempo para mergulhar nos livros e no teclado. 
O tema já está escolhido- Relacionamentos. Encontros e desencontros, prazeres e desventuras de histórias de amor, percepções e evoluções nessa área, abordando todos os tipos de relações. (Teve uma leitora que me lembrou de incluir os gays, achei o máximo! Eu até tentei mas foi muito sutil, vou explorar muito mais sobre isso, of course!)
E vamos combinar assim; as histórias completas com as personagens que citei (e muitas outras) vão para o livro IF e aqui no blog eu continuo escrevendo o que dá na telha, percepções do dia a dia e mais o que ocorrer. All right? Afinal, eu tenho que um dia ganhar uma tetéia com esse negócio, não é mesmo? Esse vai ser o meu trabalho.
E digo mais, meta que é meta tem prazo. Anota aí: UM ANO e vai estar pronto ou eu não me chamo Valéria Cristina Incrível Falível. Sabia dessa? Pois é, eu também não tenho a menor idéia de qual é o sentido de dois nomes grandes como esses para uma pessoa só, vá entender a cabeça de Dona Didi!
Sim, mas vamos voltar ao que interessa, em um dos comentários maravilhosos que recebi (para ler na íntegra clique aqui e desça até o final), a minha mais nova leitora Incrível Maria Luíza Feijo, psicóloga especialista em Terapia familiar, disse que um livro assim pode ajudar pessoas a lidar com questões sobre separação e me sugeriu coletar depoimentos, montar um blog ou até um grupo terapêutico para trocar experências sobre o assunto.
Primeiro demorou uns vinte minutos para eu conseguir descer de onde eu estava e processar tanta coisa linda vinda de alguém que eu nem conhecia. (Ai como eu amo esse blog!)  Depois eu respondi que se eu conseguir com as minhas palavras ajudar uma pessoa que seja a se encontrar, tudo terá valido a pena. 
Isso chegou para mim como mais uma grande seta. Quanto a um blog coletivo, acho que não funciona porque não é todo mundo que gosta de soltar o verbo abertamente como essa maluca da IF. Eu já tentei e as pessoas têm muita reserva (e muita preguiça também) de escrever. Quanto ao grupo eu achei o máximo e eu topo na hora... SE ELA ESTIVER COMIGO, haha, lógico.
Agora, quanto aos depoimentos... EU QUERO! Eu tenho uma meia dúzia de casos pra contar, mas eu preciso de muito mais. Por tanto estou aceitando histórias via e-mails (aincrivelfalivel@gmail.com), telefonemas, bate papos em mesa de bar, suquinho na sala de casa, através de chat, mensagens inbox no Facebook, como preferir (ou como der com essa distância toda).  Além disso, aceito de muito bom grado sugestões de livros sobre o assunto, de cursos, críticas, conselhos, contatos, idéias e aquele empurrãozinho que só vocês sabem dar quando estou me sentindo a mais falível das mortais.
Juro sigilo absoluto, como manda o parágrafo número um da ética das escritoras do bem. Vou contar os milagres em uma versão IF (mudando, incrementando), mas guardarei os nome dos santos no meu baú de tesouros.
E aí queridíssimos, agora que vocês são gatos que sabem aonde a Alice quer chegar, podem me ajudar a encontrar o caminho?
Ah, e não esqueçam nunca, se hoje eu estou com esta ousadia toda e se um dia eu chegar lá, a culpa é toda de vocês. Muito obrigada meus amores. ♥